sexta-feira, 7 de junho de 2013

Um resort, uma galeria, uma casa


Materiais rústicos e amplitude em lar africano



Julgando apenas pelas fotos, alguém poderia facilmente confundir a casa De Wet 34 com um magnífico hotel litorâneo com ares de galeria de arte. No entanto, a propriedade situada em um local paradisíaco, sobre uma das encostas de Lion’s Head, com vista para a baía de Bantry, na Cidade do Cabo, é uma mera residência. Apenas.

O projeto do escritório local Saota teve como orientação o pedido dos proprietários de que se criasse um lar majestoso, mas simples o suficiente para inspirar uma sensação de tranquilidade. Como fazê-lo? A solução foi desenhar espaços extremamente amplos, que se distribuíssem em quatro andares de dimensões diferentes. Para favorecer a nobre vista, abusou-se do vidro. Na sala de estar, por exemplo, duas paredes envidraçadas e a ausência de caixilhos abrem o ambiente completamente a um gramado, de um lado, e à vista do oceano, do outro.

Os materiais empregados na construção - pedra, madeira e concreto - mantêm uma aparência crua, fato que proporciona uma integração com a natureza do entorno. Em cada espaço, ao menos uma dessas texturas se encontra em algum formato ou acabamento diferente, o que cria um jogo de contrastes capaz de expor a dualidade entre a estética e o conforto na casa. Um exemplo: o piso bruto de pedra da sala tem seu oposto – o teto – revestido por tábuas de madeira, o que aquece o ambiente. Outra ideia por trás do revestimento do projeto em materiais crus era, com o tempo, a formação de uma pátina que emprestasse ao lar um look ainda mais rústico.


Assinada pela Okha Interiors, a decoração da De Wet 34 foi pensada para ressaltar a essência orgânica da construção. Assim, nada melhor do que o branco para permitir que os materiais brilhassem por eles mesmos. A cor se estende a quase todos os móveis da casa, sendo as pinturas praticamente as únicas fontes de cor. Outras obras de arte incluem esculturas imponentes. De alguns ângulos, a presença dessas peças, em conjunção com o concreto e a amplitude dos espaços, cria a atmosfera de uma verdadeira galeria de arte.

Apesar da predominância do branco, figuram elementos de visual marcante, que roubam a cena onde se encontram – é o caso da luminária preta em forma de arco, na sala, e do quadro de uma mulher acima da cama de casal. A harmonia com a natureza chega até ao décor em alguns cantos, como em uma luminária que remete a galhos no living, ou nos ramos de árvore que escalam o espelho no banheiro da suíte principal.

Para dar o toque final, um espelho d’água se estende atrás de um sofá na sala, e uma piscina infinita parece se fundir ao mar, criando a ilusão de ótica de que este está no mesmo nível da casa. Um projeto que expõe um mundo de possibilidades.
































Casa Vogue

sexta-feira, 31 de maio de 2013

O sofá perfeito

Mesmo que a sua sala seja minúscula, você não precisa abrir mão de ter um sofá muito confortável. Com alguns truques de decoração, te ajudamos a acertar na escolha do modelo. Alguns dos segredos: não ter braços, ser a peça única do ambiente ou perder alguns centímetros em profundidade, mas ganhar em espaço útil. 


Foto Evelyn Müller 

Assento extra

O sofá desenhado pelo escritório Arquitetura Paralela tem uma solução esperta: no lugar de um dos braços, há um espaço a mais para se sentar. Revestido de tecido rosa, ele deu o clima feminino ao apartamento de 40 m² onde mora apenas uma mulher. 


Foto Victor Affaro 

Peça única
Em salas pequenas ou médias, considere ter apenas um sofá, em vez do tradicional conjunto. Com duas peças, a circulação tende a ficar atravancada e o visual fica poluído. Para compensar os assentos perdidos, invista em poltronas e banquetas, que são mais fáceis de trocar de lugar. O arquiteto Maurício Arruda escolheu para este ambiente o modelo clássico Chesterfield e a poltrona Martin Eisler, revestida com tecido florido.


Foto Victor Affaro

Truque secreto

Na hora de escolher o sofá, outro ponto a levar em consideração é a profundidade. Às vezes o móvel desejado pode até caber no comprimento, mas vai acabará ocupando muito espaço da sala. Modelos mais estreitos também podem ser confortáveis, como na decoração de Andrea Murao.

Tudo vira vaso: cinco dicas criativas para colocar em prática já

Sacolas de feira, fôrma de bolo e até uma antiga mala de couro podem acomodar suas plantas de um jeito divertido. Com “vasos” assim, a decoração da casa ganha muito mais charme. Veja cinco ideias que dão um show de criatividade


Foto Edu Castello Decoração irreverente

Para compor a área externa de seu escritório, a paisagista Gigi Botelho escolheu uma antiga mala de couro, apelidada de “mala cabeluda”. Dentro dela, estão alguns vasos com ripsális, uma espécie de suculenta. Assim, o material não é prejudicado com as regas.


Foto Edu Castello

Novos usos 

Claudia Regina, dona do Ateliê La Calle Florida, adora criar arranjos que misturam suculentas e utensílios domésticos, como sacolas de feira. “Plantei as espécies direto na sacola, que, por ser de tecido furadinho, é bem drenável”, conta Claudia, que usou bálsamos-azul, planta-pérola e echeverias.



Foto Edu Castello

Da cozinha para o jardim 

Outra ideia criativa de Claudia Regina foi usar uma fôrma de bolo para acomodar as mesmas espécies de suculentas. A peça não tem furos na base. Então, para evitar que a terra fique encharcada, é preciso maneirar nas regas – ou então fazer um buraquinho com a furadeira.


Foto Edu Castello

Como leite derramado
Na última composição de Claudia Regina, a muda de rosário plantada dentro do bule cai sobre o tacho de barro com echeverias. Todas são espécies de suculentas.


Foto Rogério Voltan

Simplicidade do campo

Objetos inusitados também são ótimos para fazer arranjos de flores. Mesmo que eles sejam simples, em canecas de ferro, como os da Pousada Roccaporena, o resultado é lindo.

Fonte: Casa e Jardim

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Debaixo da cama

Os novos apartamentos têm metragens cada vez menores e os quartos, muitas vezes, parecem minúsculos. A impressão é de que não caberá nada além da cama e do armário. Casa e Jardim tem a solução: ocupar o espaço debaixo da cama. Em vez de optar por um modelo box, aposte em móveis com boas sacadas de marcenaria, com gavetões e nichos para acomodar roupa de cama, brinquedos e o que mais você quiser guardar. Veja ideias:

A dica da arquiteta Letícia Arcangeli para um quarto pequeno é aproveitar todos os cantos com marcenaria planejada. “Crie gavetas ou nichos na estrutura de madeira debaixo do colchão para guardar roupas de cama, mantas e edredons”, explica. No meio, sob o estrado, ainda há um grande baú. Foto Marcelo Magnani

Divertido e útil

O quarto pequeno precisava acomodar dois irmãos. A solução de Maria Fernanda Corrêa e Fernanda Zveibil Coifman, com colaboração da Marcenaria Stúdio Móbile, foi fazer um beliche. Na cama debaixo, há ainda uma gaveta para edredons. O tema do ambiente é acampamento, com escada rústica de madeira de eucalipto, papel de parede e marcenaria verde.
A área de 8 m² não é muito grande e só o armário era insuficiente para guardar as roupas e brinquedos da dona deste quarto, uma menina de 9 anos. A solução desenvolvida pela arquiteta Carolina Mesquita foi criar compartimentos nas laterais da cama: três gavetas entre a bicama e três baús ao redor guardam edredons, lençóis e ursinhos de pelúcia.

Os quartos de Giovana, 6 anos, e Thomaz, 4 anos, filhos da designer de interiores Daniela Berland, têm camas com grades e dois gavetões. O móvel tem design do arquiteto Nelson Kabarite.

Viagem espacial

A grande estrela do quarto de Gabriel, 8 anos, é a parede interativa com adesivo de sistema solar com placa metálica imantada. Para que o menino pudesse aproveitá-la mais, a arquiteta Leila Bittencourt, da loja e escritório de arquitetura Oba!, especializado em ambientes infantis, usou uma cama com rodas de borracha. Leve e prática, ela pode ser movida de lugar pelo próprio menino. Sobre o móvel, há caixas de tecido que guardam os brinquedos. As alças facilitam na hora de puxá-las.

 










Fonte: Casa e Jardim









segunda-feira, 15 de abril de 2013

A horizontalidade da casa de campo

Uma grande morada em contato com a natureza



O escritório de Arthur Casas é especialista em explorar a simplicidade, sempre escapando do simplório. Esta morada, em Itu, a cerca de uma hora de São Paulo, é um ótimo exemplo do traçado equilibrado produzido pelo estúdio. A casa em “L” é o refúgio para um jovem casal com filhos. Com separações de usos claras e muitas possibilidades de circulação, a construção tem forte relação com a natureza que a envolve. O paisagismo deste terreno privilegiado, às margens de um pequeno lago e sob a sombra de um frondoso ipê-amarelo, foi feito por Luis Carlos Orsini.

A casa, constituída pela união de dois longos blocos retangulares, é marcada pela horizontalidade e pela fluidez entre os espaços. Há muitos percursos – interiores e exteriores – que geram diversas possibilidades de leitura da obra. Na planta em “L”, os ambientes estão distribuídos de maneira lógica. O térreo do volume principal contém o quarto dos filhos, e o pátio interno contínuo, o home theater e uma grande sala de estar que se abre para o terraço. Acima, ficam a suíte do casal e a academia. No térreo do outro volume, estão as alas comum e de serviço. No primeiro andar, ficam os quartos dos hóspedes.


A entrada fica no ponto em que os dois volumes se tocam. O pé-direito baixo marca a transição do interior para o exterior. A sala de estar se encontra num nível ligeiramente mais baixo do que a sala de jantar. Um tronco de árvore domina este espaço, revestindo a única coluna presente ali. Um destaque da arquitetura é sua capacidade de se abrir para o jardim. Os caixilhos deslizam e ficam completamente escondidos dentro das paredes, trazendo o terraço e a paisagem para dentro da casa. Do lado de fora, o ipê foi preservado. Um detalhe cuidadoso foi alinhar a ele a escada externa.

Há ainda um segundo terraço, ligado à sala, sob a pérgola em balanço com toldo retrátil. Esta lateral é dominada por um deque de madeira e uma raia de natação. Grandes pedras penetram a piscina, unindo arquitetura e paisagismo. A casa se insere discretamente na paisagem. O revestimento externo foi feito com madeira cumaru e uma tinta que leva a própria terra do local. Apesar de seu tamanho avantajado, com 950 m², e de sua linearidade contemporânea, a construção se relaciona bem com a natureza. É uma bela e boa casa de campo.






















Imóveis: um ótimo investimento para 2013

Empresário avalia como positivo o momento para compra de imóveis



As pessoas que compraram imóveis nos últimos quatro anos conseguiram uma valorização em torno 80% com o aquecimento do mercado imobiliário. Diversas foram as causas para este aquecimento: aumento do poder aquisitivo da população brasileira, diminuição dos juros e os incentivos pontuais do governo como o programa Minha Casa Minha Vida.

Mas o fator principal desta mudança, sem dúvida, foi a disponibilidade de crédito no mercado e o aumento do prazo para pagamento das parcelas. Em muitos casos, o valor de uma prestação do financiamento é o mesmo, ou até mesmo menor, do que a parcela de um aluguel. A diferença está na ótima sensação de estar construindo um patrimônio e não pagando um simples aluguel.

O ano de 2012 foi marcado pela diminuição histórica da Selic. Ao mesmo tempo que está baixa impactou positivamente a taxa de juros do crédito imobiliário, puxando o valor para baixo, o fato de o mercado financeiro remunerar investidores com rendimentos mensais menores, despertou ainda mais os olhos de potenciais investidores que viram nos imóveis a possibilidade de rendimentos anuais na casa dos dois dígitos, diferente da média de 6 a 8% de remuneração de um CDB no banco, por exemplo.

Os fundos imobiliários também atraíram muito a atenção de pessoas que estão em busca de boas rentabilidades. Cada vez mais estruturados e profissionalizados, estes fundos contam ainda com a isenção de imposto de renda para seus cotistas, o que deixa a rentabilidade de bons projetos, ainda mais interessante.

A compra de imóveis para locação, também está em alta. Ao mesmo tempo que um proprietário de imóvel tem ganhos em torno de 0,5% mês, o imóvel ainda conta com a sua valorização anual, que em 2012, ficou na casa dos 16% na média nacional.

Para quem ainda não comprou um imóvel e que pretende comprar em breve, a boa notícia é que ainda haverá boas oportunidades no mercado. O Brasil conta com uma demanda reprimida de mais ou menos 1,5 milhão de novas famílias por ano de potenciais compradores.

A disponibilidade de crédito no mercado faz com que as incorporadoras criem cada vez mais projetos diferenciados, para diferentes públicos, muitas vezes em regiões novas que sofrerão uma boa valorização com o tempo.

É válido lembrar que o Brasil é a sexta maior economia do mundo. Porém, em 2012, o valor médio do metro quadrado no país foi apenas o 64º maior do mundo. Ou seja, temos uma janela muito positiva para valorização.

O fato de o nosso país estar próximo de grande eventos esportivos como Copa do Mundo e Jogos Olímpicos, faz com que inúmeros investimentos de infraestrutura sejam realizados nas principais capitais brasileiras, consequentemente valorizando as regiões do entorno onde surgirão estas novas benfeitorias.

Para aquelas pessoas que planejam adquirir imóvel, é importante lembrar que é importante o auxílio de um profissional cadastrado ao Creci de seu estado. Como também é imprescindível estar a par da saúde financeira da construtora a qual estão comprando o imóvel e ter uma boa percepção da valorização e desenvolvimento da região em que estão comprando este bem.

Historicamente a compra de imóvel é muito positiva e milhares de pessoas, em todo o mundo, ganham boa quantidade de dinheiro com este tipo de investimento. Como dizem o antigo ditado “quem compra imóvel ou terra, não erra”.

Fonte: Administradores.com (Por: Diogo Schroeder)

Churrasqueiras para curtir

Integradas ao restante da casa, as churrasqueiras tornaram-se o ponto de encontro da família e amigos



Com vista para o jardim

Portas de vidro correm pelos trilhos, permitindo que a área gourmet desta casa, em Ibiúna, interior de São Paulo, fique integrada ao restante do jardim. A reforma foi pautada pelo desejo da moradora de receber a família nos feriados e fins de semana. “o espaço tem funções diferentes. É utilizado para coquetéis, churrascos e como um lugar de brincadeira para as crianças, que vão e voltam da piscina”, conta a arquiteta Eliana Marques Lisboa, da M. Lisboa arquitetura e Interiores.


O sofá de madeira, da Conceito Firma Casa, é utilizado pela moradora para relaxar. Mesa de centro da Marcenaria Trancoso e livros da Livraria Cultura

 Como tem jardim para todos os lados, o espaço foi praticamente fechado por panos de vidro. A exceção é a única parede onde ficam a churrasqueira, o forno de pizza e os armários. Para destacá-la, a arquiteta optou por um ladrilho hidráulico geométrico preto e branco. A coifa foi nivelada com duas prateleiras de madeira para não se destacar sozinha no ambiente. Repare que ela contempla tanto o fogão como a churrasqueira. O modelo, feito a partir de um kit pronto, ganhou placas laterais de vidro para não prejudicar a visualização do espaço. No projeto assinado pelo paisagista Alex Hanazaki, os maciços de capim-do-texas, lantana e moreia dão volume, sem comprometer a visão do entorno. Escalando o telhado, a trepadeira sete-léguas traz leveza à construção, que fica em frente à piscina. “Gosto de curtir a natureza enquanto observo os meus filhos brincando”, diz a proprietária.


Integrada ao restante do terraço, a mesa de jantar foi garimpada pela proprietária em um antiquário, em Embu das Artes

Ares de Bahia

À espera do terceiro filho, a arquiteta Luita Trench investiu em uma varanda multifuncional na sua casa em Alphaville, São Paulo. Lá, ela tratou de construir uma churrasqueira embutida e uma cozinha equipada. “Meu marido adora assistir a programas culinários e, por isso, fiz questão de uma televisão no espaço”, conta. A churrasqueira fica próxima à bancada de serviços para facilitar o manuseio de carnes e alimentos. Outro ponto importante: a fumaça é direcionada para fora da área por meio de um duto ligado à chaminé.


A arquiteta quis trazer o clima rústico das paisagens de Trancoso à decoração de sua casa

O terraço em forma de “L” é separado por grandes portas de vidro da sala de estar e jantar, deixando a casa aberta ao jardim nos dias de calor. A inspiração para o projeto veio das constantes viagens da moradora a Trancoso, litoral da Bahia. Os móveis seguiram esta linha: são rústicos, de madeira de demolição e coloridos. Mas o que chama a atenção é a coleção de orquídeas da moradora, que já passa de 50 mudas. O jardim traz diferentes acessos a plantas. Da varanda, dá para chegar ao chuveirão por meio de um caminho de dormentes. Paralelamente à casa, outro caminho leva à jabuticabeira – a diversão das crianças que colhem a fruta do pé.

Camuflada na varanda

A varanda deste apartamento de 210 m² na Vila Mariana, em São Paulo, ganhou cara nova nas mãos da arquiteta Débora Aguiar. A área, integrada ao restante da casa por portas de correr, é utilizada como uma cozinha gourmet pelos moradores e os seus dois filhos.

A churrasqueira recebeu revestimento interno de tijolo e mármore para isolar o calor. No acabamento, placas de madeira forram de maneira criativa a parede. Outro truque utilizado pela profissional foi a aplicação de espelhos no frontão da pia, dando-lhe mais profundidade e claridade.



Móveis de madeira deixam a decô desta varanda com um ar descontraído. A mesa e os bancos são da Artefacto Beach & Country, e os futons, da Futon & Home

Débora preferiu utilizar elementos com características rústicas para proporcionar um ar despojado à decô do espaço. “Há uma mistura entre elementos como o mármore e a madeira”, conta.ambos os materiais foram utilizados também na sala de estar, dando aos cômodos uma sensação de continuidade. A reforma parece ter sido aprovada pelos moradores. “Para eles, a varanda virou o lugar de encontro da família”, diz a arquiteta

Tudo na bancada


É possível driblar a falta de espaço para construir uma churrasqueira? O arquiteto José Luiz Lemos garante que sim. Nesta casa em São Paulo, o profissional fez um pergolado conectado à área dos fundos para criar um local de lazer aos moradores. A bancada, revestida de pastilhas cerâmicas, ganhou bordas de pó de mármore para marcar o entornoda churrasqueira. “Este era um canto perdido. A escolha por uma bancada única, onde a churrasqueira ficasse inserida, permitiu um maior aproveitamento do terraço”, diz. E, para proteger os convidados da fumaça, a solução encontrada pelo arquiteto foi colocar placas de vidro laterais e uma coifa.



A churrasqueira foi inserida no centro da bancada revestida de pastilhas cerâmicas e madeira

O paisagismo ficou por conta de Vânia Moura, que logo cobriu o muro com murtas, uma espécie resistente à sombra, que não exige grandes manutenções. No restante do jardim, seguindo o espírito de praticidade, a paisagista plantou bambus e mudas de maria-sem-vergonha. “Aproveitei vasos pintados à mão pela proprietária para formar um jardim vertical”, conta.

Clima praiano

Ana Maria Vieira Santos tinha a difícil missão de transformar o terraço desta casa, no litoral norte de são Paulo, em uma cozinha gourmet. Para isso, a arquiteta projetou um espaço em que os proprietários pudessem preparar refeições e, ao mesmo tempo, conversar e acomodar convidados.


Para manter o tom natural da casa de praia, a arquiteta usou móveis de fibra e madeira, resistentes aos efeitos de sol e chuva

A parede da churrasqueira recebeu filetes de pedra mineira sobrepostos em camadas – efeito conhecido como canjiquinha. a estrutura de inox foi embutida.abancada de granito preto dá contraste ao ambiente, que tem piso de mármore travertino nacional. No teto, a profissional optou por utilizar o apuí, um cipó típico da amazônia. “Queria preservar o aspecto rústico do espaço”, conta.

Como montar a sua


O modelo tradicional de churrasqueira, feito de alvenaria com tijolos refratários, não é a única opção disponível hoje em dia. Dá para fugir do óbvio e optar pelo kit pronto, que pode ser embutido ou revestido. Entre suas vantagens estão a facilidade de instalação e a variedade de acabamentos possíveis: madeira, texturas, lajotas, inox ou vidro.

Outro ponto positivo do kit é que, diferentemente da churrasqueira de alvenaria, ele já vem completo com braseiro (caixa de carvão), grelha, suporte para espetos, sistema de elevação, gaveta cinzeiro, coifa, duto de 2 m e chapéu, feitos de aço inox 304 ou aço galvanizado.

Os dois tipos seguem uma metragem-padrão, cuja largura varia de 0,70 a 1,20 m, mas algumas empresas especializadas também trabalham com tamanhos sob medida. O tempo de construção e instalação é de, no máximo, dois dias. Os preços variam de acordo com o modelo e o tamanho: alvenaria a partir de R$ 1.600 e kit pronto, R$ 4.300.

Segundo Marcio Gemignani, da Largrill, o kit pronto não necessita de manutenção. Já os tijolos da churrasqueira tradicional devem ser impermeabilizados a cada três anos, de acordo com Kátia Oliveira, da Polytec.

Fonte: Casa e Jardim